
Amigas, lendo os relatos dos apóstolos sobre os últimos momentos de Jesus e também sobre os acontecimentos que sucederam a sua morte, percebo como eles nos chamam ao arrependimento e ao despertar.
Havia algumas mulheres que choravam e lamentavam ao vê-lo carregando a cruz. Jesus, porém, disse: “Chorem por vocês mesmas e por seus filhos”(Lucas 23:28).
Na sua dor, Ele não buscava a solidariedade daquelas mulheres, mas se preocupava com o arrependimento delas. Elas não viam apenas um homem sendo crucificado, digno de lamento; viam, ou deveriam ver, o Filho de Deus se entregando para que os seus erros fossem perdoados. E, para isso, era necessário arrependimento.
Amigas, Jesus previu ali (Lucas 23:29), em meio às suas dores, que viriam dias difíceis, dias que estamos vivendo, em que nós, mulheres e mães, passaríamos por muitas tristezas. Vivemos o cumprimento de tudo o que os profetas anunciaram e do que o próprio Jesus anunciou: “Nação se levantará contra nação” (Lucas 21:10–19).
Países em guerra, tumultos, catástrofes, doenças, fome, coisas terríveis e cruéis que, às vezes, nos espantam e parecem irreais.
Somos perseguidos; nós, cristãos, somos perseguidos. Muitos são presos, e muitas famílias são massacradas em alguns países. Crianças hoje são mortas pelos próprios pais, se não pelas próprias mãos, pela ausência, pela falta de limites e de responsabilidade com seus deveres emocionais.
Falamos de Jesus e não somos bem-vistos; somos chamados de fanáticos. Tudo isso já foi anunciado. Tudo isso é cumprimento da Palavra de Deus.
Mas Jesus nos chama ao arrependimento enquanto há tempo, pois nos ensina a sermos vigilantes, constantes, como guardas que não deixam os seus postos.
Jesus nos chama a sermos essas mulheres em nossas casas: vigilantes, guardas, sentinelas. E nos questiona: quanto tempo temos passado buscando a presença de Deus a sós, ou apenas dedicando tempo a ir à igreja?
Lucas 23:40 registra o momento em que um dos criminosos crucificados com Jesus diz: “Você não teme a Deus, nem estando sob a mesma sentença?”.
Amigas, às vezes somos como esses homens. Estamos no pior momento, tudo vai mal, a família está destruída. Vivemos inimizades, intrigas, transtornos; crianças sofrem, condenadas à morte, e ainda assim não nos arrependemos nem mudamos nossa atitude.
Não enxergamos o caos das nossas famílias e dos ambientes em que estamos. Não abrimos os olhos para as nossas próprias situações.
Continuamos preocupadas com a vida dos outros e com o que vemos nas redes sociais, mas não olhamos para os fracassos das nossas próprias casas. Não damos crédito às palavras de Jesus (Lucas 24:11).
Não reconhecemos todas as vezes em que Ele agiu com misericórdia, fez milagres e nos abençoou. Somos ingratas. Somos tolas (Lucas 24:25), demoradas para crer de coração.
Finalizo declarando a Palavra de Deus: que os nossos olhos sejam abertos e reconheçamos a Cristo. Que os nossos corações ardam com a sua Palavra e com a sua presença no caminho curto das nossas vidas.
