
“Mas se sofrer como cristão, não se envergonhe disso; pelo contrário, glorifique a Deus…”
1 Pedro 4:16
A busca por respostas na Palavra e na presença de Deus faz parte da vida de todo cristão que enfrenta a dor.
Muitas vezes a pergunta que vem é: “Por que eu?”
Porque a gente olha e vê pessoas que passaram por situações parecidas e não carregam as mesmas consequências.
É normal olhar para trás e pensar se a dor é fruto de erros cometidos, se é colheita de escolhas ruins. Mas, com o tempo, a gente percebe que a dor também é instrumento de transformação.
Ela tira os olhos deste mundo e coloca na eternidade. Vai quebrando a arrogância, a ganância, a autossuficiência, e nos faz depender mais de Cristo.
Tem dias em que a dor é tão forte que a vontade é parar, recusar convites, não conversar com ninguém, se isolar, achando que seria justo desistir. Mas é justamente nessa hora que dá pra ver a estratégia do inimigo, que é paralisar e roubar a esperança.
E é aí também que fica claro: a força não vem de nós, vem do Senhor. Ele é quem sustenta, fortalece e dá ânimo para continuar.
A dor ensina a valorizar o simples, a ter bom senso, a orar com mais atenção, a servir melhor, e até a falar menos do que vem do coração humano e mais do que vem de Deus.
Na caminhada cristã, a dor faz parte. Mesmo quando o milagre ainda não chegou, não é motivo para parar de orar.
A dor pode transformar, e depois dela ainda é possível se alegrar. Porque esse mundo é só passagem.
E a certeza do cristão é que, quando lança sobre o Senhor toda a dor e ansiedade, encontra n’Ele a promessa da coroa de glória que não se perde.
