Minha Jornada de Fé

Me converti aos 22 anos, mas levei 16 anos para me posicionar verdadeiramente na fé. Durante esse tempo, tropecei muitas vezes, caí, me arrependi, me levantei. Houve também períodos em que me afastei completamente da presença de Deus. Por quase nove anos, tentei conciliar o inconciliável: bebia do cálice do Senhor e também do cálice dos demônios (1 Coríntios 10:21). Dizer isso pode soar duro, mas é a verdade.

Ter os pés dentro da igreja, mas o coração nas próprias vontades, é viver uma vida dividida. É exatamente isso que acontece quando nossa fé está baseada no medo do julgamento alheio, em uma educação religiosa rígida ou na força dos nossos próprios desejos. Por muito tempo, estive na igreja, mas longe de Jesus. E, depois, estive longe da igreja, mas com Jesus, ainda que em meio à dor.

Esse foi, talvez, o tempo mais profundo da minha vida: caminhar com Jesus sem estar sob um teto religioso, sentindo dor, mas sendo acolhida pelo amor dEle. A Palavra nos alerta: “Aquele que pensa estar de pé, cuide-se para que não caia” (1 Coríntios 10:12). A verdade é que, todos os dias, o inimigo lança suas iscas, e nós, como peixes distraídos, facilmente podemos ser fisgados.

Essas iscas não são sempre grotescas, pelo contrário. Muitas vezes, são boas oportunidades, convites aparentemente inofensivos, desejos legítimos do coração. Nunca fui de farras ou bebedices, por conta da minha criação tradicional. Ainda assim, o inimigo sempre encontrava brechas. Hoje, acredito que algumas dessas fraquezas possam até mesmo vir de gerações anteriores. O fato é que eu sempre quis estar no controle. Fui ensinada a não depender de ninguém, a conquistar tudo com minhas próprias forças. E, por muito tempo, vivi exatamente assim: tentando vencer sozinha.

Mas chegou um momento em que eu experimentei a entrega. E, posso dizer com sinceridade, não há nada mais libertador do que entregar sua vida nas mãos do Senhor. Nadar contra a maré é dolorido e cansativo. Entregar-se é viver.

Hoje, não tenho mais medo de não alcançar sucesso, nem de ter uma carreira brilhante ou uma vida aos olhos do mundo. Meu maior medo é estar longe da presença do Senhor. E o que me trouxe até aqui foi, sim, a dor, mas, mais ainda, foi o amor que me acolheu no meio da dor. O amor de Jesus, que sempre nos encontra.

Para encerrar essa reflexão, deixo com você 1 Coríntios 16:13-14:

“Estejam vigilantes, mantenham-se firmes na fé, sejam corajosos, sejam fortes. Façam tudo com amor.”

Essas palavras refletem exatamente o que tenho aprendido:

Vigiar: porque a tentação vem, e vem com frequência. Toda semana, ela bate à minha porta. E cabe a mim escolher o caminho. Permanecer firme: mesmo quando as dúvidas vêm, é pela fé que sigo. Ser corajosa: mas não a coragem que eu achava que tinha antes — aquela que luta com as próprias armas. Hoje entendo que a verdadeira coragem é espiritual: é se posicionar com clareza e determinação na fé. Ser forte: mesmo quando me sinto fraca, é nessa fraqueza que Ele me fortalece. Fazer tudo com amor: não qualquer amor, mas o amor descrito em 1 Coríntios 13 — o amor que tudo sofre, tudo crê, tudo espera e tudo suporta. Um amor que não vem de nós, mas dEle.

Esse amor é o que me sustenta. É por esse amor que sigo. E é esse amor que desejo que você experimente, hoje.

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Categorized as Reflexão
Avatar de pollianiaraujo

Por pollianiaraujo

Sou uma mulher de fé, apaixonada pela mensagem transformadora de Jesus. Mãe de três, esposa e advogada especializada em direito das mulheres e previdenciário. Minha experiência na área da beleza também me conectou com histórias de transformação e autovalorização, algo que me inspira profundamente. Já enfrentei o desafio do divórcio e, hoje, casada pela segunda vez, vivo os aprendizados de construir uma família. Amo cuidar do meu lar, das minhas plantas e estar em contato com a natureza. Mesmo com um temperamento sanguíneo que me desafia, Deus tem me moldado diariamente. Aqui, compartilho textos que falam de fé, superação e autodescoberta. Meu desejo é que você encontre inspiração e, quem sabe, aquela palavra que toque o seu coração. Seja bem-vindo(a) ao meu espaço!

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