
Amigas, continuando meu estudo de 1 Coríntios, capítulo 2, fui profundamente impactada por essa palavra. Às vezes, sou tomada por pensamentos que me fazem duvidar da minha capacidade de falar, de compartilhar a Palavra. Me pergunto: como posso levar o Evangelho se minha oratória não é tão boa o suficiente?
Mas Paulo, nos primeiros versículos, confessa que também enfrentava limitações. Ele diz que não falava com palavras eloquentes, que pregava com fraqueza e muito tremor. Você já sentiu isso? Aquela ansiedade quando é chamada para falar em público, aquela mão gelada, o coração acelerado… Paulo passou por isso.
E ainda assim, ele entendeu algo poderoso: a eficácia da mensagem não dependia da força de sua fala, mas da demonstração do Espírito e do poder de Deus. Não é sobre convencer com bons argumentos, mas permitir que o Espírito Santo atue por meio de nós. Quem convence, quem transforma corações, é Ele.
A sabedoria que Paulo proclama não é humana. Não vem de estudo filosófico nem de teologia aprofundada. É uma sabedoria que só pode ser recebida mediante revelação, e essa revelação vem pelo Espírito Santo. Não existe conhecimento intelectual que nos leve até ela. É Deus quem revela, a quem Ele quiser, no tempo d’Ele.
Por isso, eu não posso apoiar minha fé na minha própria capacidade. Preciso descansar na certeza de que é o poder de Deus que me sustenta, que me guia e que me capacita. A nossa fé precisa estar firmada n’Ele, não em nós mesmas.
E se eu tenho me perguntado tanto sobre o que fazer, como agir… essa Palavra me lembra: o mais precioso que posso buscar não está à venda e nem se adquire com esforço humano.
É dom, é graça, é revelação do alto. Que a gente deseje mais do Espírito. Que a gente dependa menos de nós e mais d’Ele.
