
Quase fui convencido a me tornar cristão. Quase!
Essa provavelmente foi o conteúdo da fala do rei Agripa para Paulo, no momento em que ele estava preso e sendo acusado por supostamente falar heresias.
Hoje, amigas, quero compartilhar com vocês o que o capítulo 26 de Atos me revelou. Esse capítulo fala justamente do testemunho de Paulo, daquele momento em que o Senhor o chamou.
Lá no verso 16, Deus diz claramente: “Levante-se, fique de pé! Eu apareci a você para constituí-lo como servo e como testemunha do que você viu a meu respeito e do que ainda lhe mostrarei.”
Paulo, então, começa a contar o seu testemunho. E qual era o testemunho dele? Ele estava a caminho de Damasco para prender os judeus (ele era perseguidor do povo de Deus) e então apareceu uma luz.
A Palavra diz: “Vi uma luz do céu, mais resplandecente que o sol, brilhando ao meu redor e ao redor dos que iam comigo” (verso 13). Ele testemunha isso repetidamente em várias passagens do livro de Atos, porque esse foi o ponto de virada da sua vida.
Foi a partir desse encontro com o Senhor que tudo mudou. Ele recebeu uma nova identidade: servo e testemunha.
O Senhor o chamou para falar da transformação que havia vivido e também das revelações que ainda receberia. E nós vemos o cumprimento dessa promessa nas cartas que Paulo escreveu no Novo Testamento. Ele falou, inspirado pelo Espírito Santo, tudo aquilo que o Senhor havia prometido mostrar a ele.
Toda aquela experiência no caminho de Damasco fez com que Paulo anunciasse uma mensagem de arrependimento e conversão, baseada em seu próprio testemunho. Ele diz no verso 20 que o chamado à conversão envolve praticar obras que mostram arrependimento genuíno.
Converter-se, para Paulo, era mudar a rota. E ele demonstrou isso com atitudes. Ele viveu essa mudança.
E aqui, amigas, vem algo que me confrontou: como nós podemos dizer que somos convertidas, que cremos nesse Cristo que muda a rota da nossa vida, se continuamos praticando as mesmas coisas de antes?
Se a nossa visão, a nossa vida, não causa incômodo no sistema deste mundo… será que estamos mesmo vivendo o Evangelho?
Paulo foi preso por causa do seu testemunho, mas isso não o impediu de falar. Mesmo diante do rei, mesmo correndo risco de morte, ele não escondeu a sua fé.
Nos capítulos anteriores, lemos que ele foi preso, espancado, julgado… e mesmo assim, diante de Agripa, ele continua testemunhando. E, depois de ouvir tudo o que Paulo falou, o rei diz:
“Por pouco, você não me convence a tornar-me cristão.” (verso 28)
Essa frase ficou martelando na minha cabeça.
A que ponto, amigas, temos testemunhado com essa intensidade?
Será que a nossa entrega tem sido capaz de convencer alguém a seguir Jesus?
Ou será que temos nos calado?
Será que temos levado a Palavra “com a barriga”?
Será que estamos servindo “nas coxas”?
Essa reflexão mexeu comigo, e eu precisava compartilhar com vocês.
